POEMA
DO DESENCONTRO
Maria
José Aranha de Rezende
Fomos
o sol e a lua
fomos a noite e o dia
fomos treva e claridade...
Fomos riso, fomos pranto,
fomos mágoa e alegria,
fomos sonho e realidade,
Fomos como o azeite e água
que não se podem juntar...
Fomos
terra, fomos mar,
calmarias e procelas,
duas linhas paralelas
que seguindo lado a lado
não se podem encontrar!
Em
comum...
Dois corações, que se tornaram um,
Por um amor condenado
que nas sombras se perdeu,
E assim, neste mundo atroz,
fomos sempre - tu e eu
e nunca seremos "nós"!
|